O atacante Kléber apareceu para o futebol em 2003 atuando pelo São Paulo.
Era um atacante rápido, razoavelmente habilidoso, brigador dentro e fora de campo, potencialmente problemático.
Dentro do clube nunca foi visto como um grande atacante.
Era, e na minha opinião continua sendo, um atacante de qualidade mediana.
Tanto que quando surgiu a primeira proposta por seu futebol a diretoria tricolor não pestanejou e o negociou com o Dínamo de Kiev-UCR.
Na época, o jogador então com 21 anos, demonstrou receio de sair e chegou a pedir para ficar.
Para o São Paulo era a chance de fazer um bom negócio e se livrar de problemas futuros.
Pelo Dínamo Kléber sagrou-se bicampeão ucraniano (2004/2007) e conquistou três vezes a Copa da Ucrânia consecutivamente (2005/2006/2007).
Ninguém nem ficou sabendo.
Em 2008 retornou ao Brasil para defender o Palmeiras. Sua contratação foi vista como uma aposta num jogador que saiu do país e desapareceu. Nada demais.
Em seus primeiros jogos mostrou uma característica até então desconhecida do público brasileiro que o tinha visto em ação poucas vezes.
Kléber se tornara um jogador maldoso, desleal.
Passou então a colecionar cartões vermelhos e gols. Os holofótes naturalmente se voltaram para ele, pois a imprensa viu nele um personagem interessante para ser explorado midiaticamente.
Surgia "Kléber, o Gladiador".
Num jogo contra o São Paulo vitimou o zagueiro André Dias que teve um grande e profundo corte no supercílio, fruto de uma cotovelada.
O caso ganhou repercussão e o jogador começou a ser visto por todos como uma ameaça.
Orientado por seu empresário e por Vanderlei Luxemburgo passou a jogar de forma mais leal e a partir daí mostrou-se um atacante perigoso, intenso, chato de marcar.
Terminou a temporada com o título de campeão paulista no currículo, visto como um dos melhores jogadores em atuação no Brasil, despertando o interesse do Palmeiras em mantê-lo e do Cruzeiro em contratá-lo para a disputa da Libertadores.
Após algumas semanas tentando renovar seu empréstimo junto ao Dínamo o Palmeiras desistiu.
O Cruzeiro recebeu 15 milhões de reais e os direitos federativos de Kléber em troca meia-atacante Guilherme e assim o Gladiador era apresentado à torcida como o grande reforço azul-celeste para a temporada 2009.
Estreou marcando 2 gols e sendo expulso após 14 minutos em campo. Foi campeão mineiro e vice da Libertadores.
Após o fracasso cruzeirense, porém, a verdadeira face de Kléber voltou a aparecer.
O jogador deu entrevista criticando abertamente seus companheiros, sugerindo que a derrota na final da Libertadores se deu por falta de raça.
O Cruzeiro passou a fazer fraca campanha no Brasileirão e Kléber voltou a ser expulso em vários jogos.
Hoje a situação do jogador é tão complicada quanto previsível.
Pode-se concluir que não foi por acaso que a diretoria do São Paulo não se mexeu quando soube que o jogador queria retornar ao futebol brasileiro.
A torcida do Cruzeiro não o quer mais.
Depois de participar de uma festa da torcida organizada do Palmeiras no último final de semana, Kléber não marcou contra o mesmo Palmeiras no jogo do meio de semana.
O Cruzeiro foi derrotado no Mineirão e o clima evidentemente ficou pesado.
Kléber declarou que não quer permanecer no clube mineiro e reforçou as suspeitas de que suas atitudes recentes nada mais são do que parte de uma estratégia para ser liberado e voltar ao Palmeiras em 2010.
Opinião do Blog
Um caso clássico de atleta mal formado, mal orientado. Jogador desleal que não sabe a importância do profissionalismo para a construção de uma carreira respeitável no futebol.
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
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